LOS ANGELES – Os últimos passos do Google mostram que o gigante da tecnologia tem olhado com cada vez mais carinho para os negócios do Turismo. Novas ferramentas como Google Voos e Google Hotel têm ganhado o espaço que, geralmente, era ocupado pelos links orgânicos, o que comprova um crescente interesse da empresa sediada na Califórnia (EUA) por esse mercado, mas até onde vai esse interesse?

O vice-presidente de Produtos do Google, Richard Holden, subiu ao palco da Phocuswright Conference 2018 para ser questionado por ninguém menos do que o fundador da companhia de pesquisas, Philip Wolf, sobre esse relacionamento cada vez mais próximo com a indústria de viagens.

De acordo com Holden, o Google sempre colocou a experiência do usuário como pilar de suas diretrizes. Até por isso, o lançamento e utilização cada vez mais frequentes dessas novas ferramentas – citadas acima – vão de encontro com uma busca do público por respostas, independentemente se são orgânicas ou pagas.

“Fazemos de tudo para ser relevantes para o consumidor. As recentes mudanças estão nos provendo leads mais qualificados, o que é muito positivo para nós”, disse o VP do Google.

GOOGLE SE TORNANDO UMA OTA?
Uma das questões que assusta até as gigantes do Turismo on-line é a possibilidade de uma marca como o Google se aventurar na venda de viagens, mas isso não deve ocorrer tão cedo.

“Não acredito [que o Google possa se tornar uma OTA]”, disse Holden, que fez questão de exaltar as fortes parcerias com empresas como Booking Holdings e Expedia. “Elas fazem bem esse papel.”

Fonte: Panrotas